Maio 30, 2008

Maio 29, 2008

Deixem eu tomar meu banho de banheira em paz!

Enquanto algumas pessoas cismam com meu banho na hidromassagem, perguntando se eu não tenho medo que meus filhos possam viver num mundo sem água potável, a minha vontade é de pedir um tempinho da pessoa para algumas considerações:

Quando publicou o livro A Bomba Populacional, em 1968, o biólogo americano Paul Ehrlich, da Universidade Stanford, em São Francisco, Califórnia, acendeu o pavio de uma enorme polêmica. Experiente analista das agressões ao ambiente e com profundos conhecimentos de ecologia, ele não se preocupava com a mera falta de espaço num mundo abarrotado. Naquela época, já antecipava as formidáveis dores de cabeça dos anos 80 e 90. Efeito estufa, chuva ácida, Aids, escassez de alimentos, destruição da camada de ozônio, redução da diversidade biológica e das florestas tropicais. Tudo isso, argumentava o cientista, faz parte de um grande distúrbio da natureza, em escala planetária. Ehrlich, vale lembrar, lançou esse alerta em 1968, quando os atuais desastres eram apenas enredos de ficção científica.

Há três décadas, o argumento de Ehrlich era simples: se o crescimento da população não fosse contido, a própria natureza se incumbiria de contê-lo. Também apresentou possibilidades de correção dos atuais tropeços ambientais: a primeira medida é evidente: diminuir o ritmo de crescimento populacional da forma mais rápida possível, fixando um teto definido para a população mundial. Esta não pode ser tão grande que não possa ser sustentada por meio dos recursos disponíveis a cada momento. A expressão sustentada, para Ehrlich, significa que todos devem ter vida de boa qualidade e produtiva.

Mas só controlar o crescimento populacional não basta, como podemos observar o que aconteceu na China, que mesmo depois de forte controle populacional, aumentou mesmo assim o consumo de insumos naturais.

O sistema econômico também deveria ser remodelado de forma a reduzir o consumo nos países mais ricos. Tal medida é imprescindível para preservar o meio ambiente e não desperdiçar recursos não renováveis do planeta.

A mesma pessoa que me pede para evitar um banho de banheira é feroz vendedora do mercado da construção civil, com vendas recordes nos últimos anos, coordenadora de uma equipe de muitos corretores preocupados em vender cada vez mais suas unidades de moradia.

Na construção civil, embora a água não seja vista e nem tratada como material de construção, o consumo é bastante elevado, por exemplo, para a confecção de um metro cúbico de concreto, gasta-se em média de 160 a 200 litros e, na compactação de um metro cúbico de aterro, podem ser consumidos até 300 litros de água. Será que ela se preocupa com o futuro da humanidade quando vende mais um apartamento? Apartamento que nem seria necessário se não tivéssemos tantas pessoas para acolher sob um teto.

Todos atacam as conseqüências mas poucos querem realmente ver a causa do que estamos e vamos passar com mais intensidade no futuro se não mudarmos algo já.

Temos que crescer a qualquer custo?

Claro que sabemos que é só com o aumento da capacidade produtiva (mais fábricas, mais geração de energia, mais empregos) que se consegue obter um aumento sustentável na renda de um país, mas quando vamos ver que é hora de parar de crescer?

Nossa superpopulação humana está em explosão demográfica desde a revolução industrial que começou na Inglaterra no século XVII por volta de 1650.

Tornamos-nos uma praga de nós mesmos. O que é uma praga? A definição biológica de praga é quando uma população tem alta taxa de natalidade e baixa taxa de mortalidade e o número de indivíduos cresce em progressão geométrica de forma anormal no ambiente. Tornamos-nos seres de hábitos auto-destrutivos, que destroem seus semelhantes de espécie e destroem o meio ambiente em que vivem não exercendo troca, só predando.

Só que, diferentes de gafanhotos e outros bichos, temos consciência e podemos reverter o processo.

Hoje são sete bilhões, crescendo um bilhão por ano. Tem dúvida de onde isso vai parar?

Não são só cientistas e eu que estamos vendo que é hora de parar de ter filhos...

A taxa de natalidade nos países desenvolvidos é, em geral, mais baixa (devido ao conhecimento de métodos contraceptivos, melhores condições médicas e econômicas), enquanto que nos países em desenvolvimento a taxa de natalidade é, em geral, superior face ao desconhecimento ou não-divulgação de métodos contraceptivos e à tendência para seguir tradições familiares e religiosas.

Pessoas mais esclarecidas já perceberam que há um limite mínimo de salubridade que é aquele que possibilita a sobrevivência de uma quantidade mínima de indivíduos até a idade reprodutiva e a sua reprodução numa taxa suficiente para repôr os indivíduos mortos. Abaixo desse limite mínimo de salubridade, a espécie está fadada à extinção. Esse limite mínimo é bastante inferior aos padrões de conforto (entendido como bem-estar material) atualmente considerados civilizados. A questão intergeracional impõe, contudo, um limite máximo ao conforto usufruído por uma dada geração humana, pois este não pode ser obtido às custas dos meios necessários para a manutenção de um meio ambiente sadio para as gerações futuras.

A não ser que a geração futura não consuma tanto quanto nós, ou seja, se mantenha em número igual ou inferior ao exagerado de hoje.

Podemos assim definir o meio ambiente humano saudável como aquele que permite a sobrevivência por tempo indeterminado da espécie humana e, ao mesmo tempo, satisfaz, no maior grau possível, as necessidades de cada indivíduo humano, proporcionando-lhe a oportunidade de viver uma vida digna. Essa definição inclui tanto a dimensão física (o limite mínimo físico de salubridade e máximo de conforto), quanto a cultural (a necessidade de respeito a cada indivíduo humano, evitando um cinismo estatístico, e a concepção de bem de cada cultura) de um meio ambiente saudável. É, portanto, uma definição relativamente aberta e que deverá ser especificada para cada grupo cultural por meio do embate político.

Ainda hoje, o controle de natalidade é um assunto politicamente e eticamente controverso em muitas culturas e religiões, e embora seja menos controverso que o aborto especificamente, ainda enfrenta a oposição de muitas pessoas. Existem vários graus de oposição, incluindo aqueles que são contra todas as formas de controle de nascimento que não usam a abstinência sexual (hipócritas); aqueles que são contra todas as formas de controle de nascimento que eles consideram "não-naturais" (meio hipócritas), enquanto permitem o controle de natalidade natural; e aqueles que apóiam a maioria das formas de controle de natalidade que previnem a fertilização, mas são contrários a qualquer método de controle de natalidade que previna que um embrião fertilizado se fixe no útero e inicie a gravidez (sem comentários).

Se uma pessoa, baseada em todas essas informações, opta por não se reproduzir, é olhada com cara de poucos amigos, carimbado na testa como pária social e culpado imediatamente pelo não crescimento da base de consumidores e fieis à religião (qualquer uma delas). Se bobear, ainda dizem que você não gosta de criancinhas.

Acredite, todos nós gostamos de criancinhas fofas, sorridentes e gorduchinhas, mas essas crianças crescem e viram consumidores ferozes, viram verdadeiras pragas.

Infelizmente, enquanto não mudarmos isso, sempre vai ter gente mais preocupada com meu banho de banheira.

Uma coisa é certa, nesse mundo o meu filho não vai viver...

Maio 27, 2008

Roupa ou farda? Fardo
por Arly Cravo

Se existe um grupo de pessoas, que tem como regra básica ou filosofia de relacionamento a colaboração mútua, sem cargos restritos à determinadas atividades e onde a colaboração acontece de acordo com o momento e com o que cada um pode oferecer, sem que isso implique em superioridade de quem é mais hábil ou inferioridade de quem seja menos hábil, isto elimina a competição, portanto, a dominação, portanto o poder de uns sobre os outros.

Com isto sairíamos da perversão numero 2 em que nosso atual comportamento se enquadra: O de guerreiros. Ninguém mais mataria ninguém por poder, apenas por eventual loucura.

Nas condições do primeiro parágrafo, ninguém precisaria eliminar ninguém, todo mundo "serve" para alguma coisa e, naturalmente, essa "coisa" vai sendo mostrada pela vida afora. A tal da vocação. Se bem tratado, o ser humano a percebe mais rápidamente e se se sentir livre para exercê-la a exercerá mais proveitosamente, para si e para os outros.

Do jeito que estamos nos comportando, como guerreiros, não há quase possibilidade de chegarmos a um convívio harmonioso. Estamos uniformizados, armados e entrincheirados na "santa" guerra de cada dia.

O que faz um soldado que, no meio da guerra, percebeu a total falta de sentido para aquilo, não aguenta mais e não quer matar seus semelhantes em nome de nada?

Deserta.

O que acontece com os desertores?

Varia de cultura para cultura, mas são todos severamente punidos.

Se você pudesse experimentar como é a sensação de "desertar" dessa guerra mundial em que vivemos, você ousaria?

Em sã consciência creio que não pois sabe que seria esmagado moral, psicológica e físicamente rapidinho.

Poderia tentar fazer algo parecido com o cantor de rap que reclamaria tagarelamente de tudo, mostraria sua revolta, criaria um uniforme especial, se entrincheiraria no gueto dos rapers, arrebanharia um bando de seguidores também guerreiros contra o sistema, mas...ainda assim estaria guerreando. Ops...não deu.

Experimente tirar o uniforme...isso fique nú. Faça isso onde outras pessoas também o fazem, com respeito, sem preconceito social, cultural ou econômico. Aí você não será massacrado, ao contrário será tratado de acordo com o primeiro parágrafo.

O que???? Libertinagem, licenciosidade, perversão???
Ahhhh, você ainda associa nudez a sexo. Que pena! A mídia te programou pra isso.

Então não vá...você sairá da civilização mas a civilização não sairá de você.
Você vai acabar estragando o excelente astral do lugar onde famílias e amigos desfrutam desse upgrade de comportamento, esse quase paraíso.

Porque você acha que a indústria fashion se assemelha tanto em competitividade, crueldade e rigor ao mundo dos militares? Porque é a indústria das fardas sociais.

Você não faz idéia do que é tirar a farda de soldado da civilização e sentir que não tem de que se proteger!

Você não faz idéia do que é olhar e ser olhado com respeito pelo que você é e não pela "patente" militar que ocupa no exército da civilização guerreira.

Você não tem idéia do que é iniciar uma relação amorosa pelo encanto que venha a acontecer entre outra pessoa e você e não pelo que um pode representar para o outro no alpinismo e entrincheiramento social.

Só tem um detalhe: A nossa tão querida evolução do agrupamento humano passa necessáriamente por ai.

Depois disso restará só deixarmos de ser caçadores, mas se você nem consegue tirar a farda de guerreiro, esqueça.

E não adianta querer pular etapa tipo não caçar e continuar guerreiro...vai ter que voltar e resolver o guerreiro.

Maio 19, 2008

Waking Life, o filme. Tem que ver!



Uma das minhas partes favoritas do filme.

I want real human moments. I want to see you. I want you to see me. I don't want to give that up. I don't want to be ant, you know?

Esteja preparado pra pensar!

http://www.wakinglifedvd.com

Baixem o filme em http://tinyurl.com/57qmtf
Baixem a legenda em http://tinyurl.com/6hgeul
Desenvolvimento insustentável
trecho do artigo "Consciência Moral e Construção da Paz" de Ricardo B. Balestreri



Em um belo metaforismo, Daniel Quinn (Ismael, Ed. Fundação Petrópolis,1998), compara nossa civilização aos primeiros aeronautas que, desconhecendo a inexorável lei da gravidade, ousavam "voar" em máquinas que, à pedaladas, batiam asas mecânicas.

Jogavam-se de imensos penhascos e, por breve e intenso tempo, tinham a exata sensação de libertar-se das amarras da terra, de ganhar o espaço, de transcender limites, de, verdadeiramente, voar. No espaço de tempo que lhes permitia o impulso e a altura, julgavam-se vitoriosos conquistadores da natureza. O chão, no entanto, parecia aproximar-se rapidamente. Assim mesmo, eles, encantados, só julgavam que bastava pedalar mais rápido. O chão "crescia" e, ao invés de perceberem o equívoco de sua invenção, inebriados pelo vento, pelo vasto horizonte, pela aparente ausência de limitações e pela glória que supostamente os aguardava, só eram capazes de pensar: "mais rápido, mais rápido, mais rápido! Tudo foi bem até aqui, é só acelerar e ficará bem ao final". Mais ou menos como o suicida da anedota que lança-se de nonagésimo andar e, ao passar pelo décimo, exclama: "até aqui, tudo bem!".

No dizer tragicômico de Quinn, nossa civilização é uma espécie de "Thunderbolt" em queda livre mas repleta de sensações de grandeza. Optamos por modelos de desenvolvimento nada sustentáveis, não apenas do ponto de vista do ecossistema mas também do ponto de vista das relações inter-pessoais, da moralidade.

Quando grupos de pesquisadores e cientistas alertam que nos próximos cinqüenta anos poderemos encontrar-nos com a irreversibilidade de nossa extinção, isso parece-nos exagerado e os olhamos como messiânicos alarmistas, ecologistas sectarizados, nessa hora, "certamente", menos científicos. Facilmente retrucamos: "basta pedalarmos mais rápido. Já chegamos até aqui, não? Vamos encontrar uma saída".
Eu Sei, Mas Não Devia
Marina Colasanti

Eu sei que a gente se acostuma.

Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E porque à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã, sobressaltado porque está na hora.

A tomar café correndo porque está atrasado. A ler jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíches porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia. A gente se acostuma a abrir a janela e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E aceitando as negociações de paz, aceitar ler todo dia de guerra, dos números da longa duração. A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que paga. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com o que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes, a abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema, a engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às besteiras das músicas, às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À luta. À lenta morte dos rios. E se acostuma a não ouvir passarinhos, a não colher frutas do pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda satisfeito porque tem sono atrasado. A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.

Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.

A gente se acostuma para poupar a vida.

Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma.

Maio 12, 2008

Amigos, amigos, seios à parte.

Tudo começou com uma simpatia, que virou amizade e, em pouco tempo, amizade íntima. Trocamos segredos sobre nossas vidas, nossos amores, nossos desejos mais secretos, tudo com confiança, cumplicidade e afinidade. Tudo perfeito e muito saudável.

Só que a coisa pegou.

Do lado dela, tudo continuava igual, do meu não.

Já dizia Friedrich Nietzsche: "As mulheres podem tornar-se facilmente amigas de um homem; mas, para manter essa amizade, torna-se indispensável o concurso de uma pequena antipatia física".

Só que com ela isso não existia, ela é linda, atraente, interessante e o desejo de algo mais começou a aparecer. Vontade de dar e ganhar prazer. Vontade do contato físico.

Aqueles seios me deixam nervoso...

Claro que alguns de vocês vão dizer: “Homens só pensam naquilo”. Tirando os preconceitos e o machismo de lado, convenhamos, mulher também só pensa naquilo. Hormônio é hormônio, afeta todo mundo igual.

Não existe a separação entre amizade e sexo na natureza. A aproximação profunda entre duas pessoas sempre caminha pro sexo.

Quando uma mulher diz que quer que você e ela sejam apenas amigos, mesmo sabendo do seu desejo por ela, não quer realmente que vocês dois sejam apenas amigos. Ela quer que você seja o amigo que fica babando por ela, mesmo sem ter a mínima chance de coisa alguma, e ela quer ser aquela amiga que estala os dedos e o amigo vem correndo, de rabinho abanando.

No meu dicionário, o nome disso não é amizade.

A mulher que pensa assim nem quer mesmo que vocês sejam realmente amigos. Se fossem, não teria a menor graça. Ela quer pretendentes e já decidiu, faz tempo, que nunca vai transar com eles. Não é nem por maldade, embora às vezes seja, e nem por falta de desejo, o que acontece, eventualmente, mas simplesmente porque ceder aos seus avanços significaria destruir essa relação de vassalagem que ela tanto necessita pra alimentar sua enorme vaidade.

Amizade verdadeira só pode florescer num clima de sinceridade e afinidade. Quanto maiores, maior a amizade.

Ambos precisam se encarar de braços abertos, dispostos a viverem a relação de forma entregue, de coração aberto e seguindo seus desejos. Se não existe espaço para isso acontecer, a qualidade da amizade fica comprometida.

Se o sexo não pode fazer parte de uma profunda amizade entre homem e mulher é porque um dos dois tem o sexo como ferramenta de manipulação para fins escusos, tipo compromisso social (namoro, casamento e outras perversões) ou pior ainda, de manipulação e domínio pessoal.

Podemos ser os melhores amigos, e seremos, até mesmo com sexo envolvido entre nós, porque a relação continuará honesta, profunda e livre.

Quando um dos lados não acompanha o outro, algo está errado com a afinidade. Como diz meu mestre Arly Cravo: "Não existe amor não correspondido, é sempre uma das partes que está equivocada".

E equívoco não é o que quero como relação de amizade, eu quero a relação honesta.

Principalmente a relação honesta comigo mesmo.
Meu Jesus!

A filosofia soterrou o sentimento.
O compromisso social soterrou o amor.
O formato padrão passou por cima da liberdade.
A grife matou o conteúdo.

E as mulheres ainda procuram o Super-Homem pra casar.
Não sem motivo, todas felizes como estão, comemoram o sucesso de suas vidas escrevendo textos espertos e caindo na lábia de Don Juans que não entregam o que venderam.

Mundanos....

Maio 03, 2008



Só peço uma coisinha, pense um pouco antes de consumir e procriar...

Maio 02, 2008

Saúde da Ecologia Interior
por Arly Cravo


Não tem coisa melhor nessa vida do que viver relações que são fruto da afinidade!

Relações onde as oposições são amistosas e não invasivas.

Relações permeadas pelo respeito e admiração mútuas.

Aquelas relações em que todos ficam realmente felizes com a felicidade dos outros.
Esse é o terreno fértil para nascerem as verdadeiras amizades e, quem sabe, os verdadeiros amores.

São relações onde alguém fica feliz, mesmo se o amigo está com outros amigos com mais freqüência.

Se a parceira ou parceiro gosta e fica também com outra pessoa.

Relações cujo vínculo afetivo é o único determinante para o convívio e este convívio acontece com freqüência agradável e saudável.

Não tem prazer maior do que estar próximo das pessoas que se ama e se é amado.

Assim fica fácil manter a alma e a mente limpas...
fica fácil se perdoar e perdoar...
assim exalamos amor, paz e alegria!

Todos os eco-sistemas agradecem!